Está escuro, um infindável negrume. O peso esmaga-me o corpo. A escuridão avança sobre mim pela visão periférica, à medida que a mão que me agarra o pescoço me priva de ar e dos sentidos. Tento resistir. Tento impedi-lo. Contudo, o negrume continua a avizinhar-se. «Tu és especial», sussurra a voz. «Pára de resistir, tu és especial. Pára de resistir e eu não te mato.»
(Dorothy Koomson-Pedaços de Ternura)
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